O condutor- E. F. Benson

Conto publicado originalmente em 1906, na revista Pall Mall Magazine, e posteriormente na antologia “The Room in the Tower and other stories”. A história do jovem assombrado pela visão de uma carruagem em baixo de sua janela durante uma noite de verão inspirou diversas adaptações e homenagens entre as quais as mais famosas são o filme britânico “Na Solidão da Noite” de 1945 e o episódio da segunda temporada série de televisão norte-americana “Além da Imaginação” de 1961, intitulado “Vinte e dois”.

Meu amigo Hugh Grainger e eu acabávamos de retornar de uma viagem de dois dias no campo, durante a qual nos hospedamos numa casa de fama sinistra que se supunha ser assombrada por fantasmas peculiarmente horripilantes e truculentos. A casa em si era do jeito o que se imagina esse tipo de lugar: construída em estilo jacobino e decorada com painéis de carvalho, tinha longos corredores escuros e cômodos com pé-direito alto e tetos abobadados. Também era muito remota, cercada por um bosque de sombrios pinheiros que segredavam e sussurravam na escuridão. Enquanto estivemos ali, uma ventania vinda do sudoeste trouxera torrentes de chuvas atrozes, de modo que vozes estranhas pareciam gemer e murmurejar nas chaminés dia e noite, como uma companhia de espíritos inquietos fazendo colóquio entre as árvores. Súbitos sinais e batidas produziam-se nos vidros das janelas. Mas apesar desse ambiente, que era já o bastante, há que admitir, para gerar fenômenos ocultos espontaneamente, nada digno de nota tinha ocorrido. Devo acrescentar, também, que meu próprio estado de espírito é peculiarmente bem adaptado para receber e até mesmo inventar as aparições e sons que tínhamos ido procurar. Eu fiquei, devo confessar num estado de ansiedade horrível durante todo o tempo que permanecemos ali, e passava minhas noites em claro, numa inquietude apavorada, com medo do escuro, mas com mais medo ainda do que a luz de uma vela poderia revelar se eu ousasse acendê-la.
Hugh Grainger jantou comigo na noite seguinte a nosso retorno para a cidade. Depois do jantar, nossa conversa, como era de se esperar, acabou tocando nesses assuntos fascinantes.
— Não consigo entender por que você caça fantasmas— disse ele — seus dentes estavam batendo e seu olhos pareciam querer sair das órbitas de puro medo durante todo o tempo em que esteve lá. Ou você gosta de sentir medo?
Hugh, apesar de inteligente no geral, era obtuso em algumas coisas; essa era uma delas.
— Mas é claro que gosto de sentir medo— respondi — Eu quero sentir arrepios. O medo é a mais envolvente e luxuriante das emoções. Quando se tem medo se esquece de todo o resto.
— Bem, como nenhum de nós viu nada— ele retorquiu — temos a confirmação daquilo em que eu sempre acreditei.
— E no que você sempre acreditou?
— Que tais fenômenos são puramente objetivos e não subjetivos, e que o estado de espírito do observador não tem nada a ver com a percepção de tais coisas. E que nem as circunstâncias nem o ambiente exercem qualquer influência. Veja Osburton. Há anos tem reputação de ser uma casa mal-assombrada, e com certeza tem todas as características. E olhe para você, com seus nervos em frangalhos, apavorado só de olhar em volta ou acender uma vela por receio de ver alguma coisa! Certamente o homem certo no lugar certo, se fantasmas fossem subjetivos.
Ele se levantou e acendeu um cigarro. Hugh tinha quase um metro e noventa, e seu porte combinava com a altura. Observando-o, senti uma resposta aflorar-me aos lábios, mas minha mente vagou de volta a certo período de sua vida, quando Hugh fora reduzido à uma trêmula massa de nervos desordenados por alguma razão, que, até onde eu sabia, ele jamais revelara a ninguém. Estranhamente, naquele exato momento ele decidiu falar sobre aquilo.
— Pode-se dizer que eu também desperdicei meu tempo indo lá.— admitiu — Eu era claramente o homem errado no lugar errado. Mas isso não é verdade. Você, com todas as suas apreensões e expectativas, nunca viu um fantasma. Mas eu, ainda que seja a última pessoa no mundo que se imaginaria ter passado por isso, já vi e, por mais que meus nervos estejam sob controle agora, aquilo arrasou comigo.
Ele voltou a sentar em sua cadeira.
— Com certeza você se lembra do meu colapso nervoso, e como acredito que estou são agora, quero lhe contar o que aconteceu. Antes eu não conseguia. Eu não conseguia falar daquilo com ninguém. Ainda assim não há nada de assustador nisso. O que eu vi era certamente um fantasma muito amigável e prestativo. Mas ele veio do lado obscuro das coisas; saiu de repente da noite e do mistério que circunda a vida.
— Primeiro, quero descrever rapidamente minha teoria sobre avistamentos de fantasmas —continuou— que posso explicar melhor através de um símile, uma imagem. Imagine, então, que você, eu e todas a pessoas do mundo temos nosso olhar diretamente voltado para um buraquinho numa folha de papelão que continuamente se movimenta e roda. Do outro lado dessa essa folha de papelão existe outra que também, por suas próprias regras, está em perpétuo movimento, porém independentemente da primeira. Nesta outra folha de papelão também existe um buraquinho, e quando, aparentemente por coincidência, esses dois buraquinhos, aquele por onde estamos sempre olhando, e o outro que fica no plano espiritual, quando os dois se alinham, conseguimos ver através deles. Só então as visões e os sons do mundo espiritual tornam-se visíveis e audíveis para nós. Para a maioria das pessoas esses dois buracos nunca se alinham durante suas vidas. Mas na hora da morte eles se encontram, e permanecem fixos. É assim, imagino eu, que morremos.
“No entanto, na natureza de algumas pessoas esses buracos são comparativamente maiores, e se alinham constantemente. Clarividentes e médiuns são assim. Mas, até onde sei, eu nunca tive qualquer poder mediúnico ou clarividente. Sou, consequentemente, o tipo de pessoa que, há muito tempo, se convenceu de que nunca veria um fantasma. Havia, digamos assim, uma chance em um milhão de que o buraquinho por onde eu olhava se alinhasse com o outro. Mas isso aconteceu, e me bagunçou as ideias.”
Eu já ouvira aquela teoria antes, e por mais que Hugh a descrevesse pitorescamente, não havia nela nada de prático ou convincente. Poderia ser, mas poderia também não ser.
— Espero que seu fantasma seja mais original que sua teoria— eu disse, a fim de fazê-lo ir logo ao ponto.
— Eu acho que era, sim. Julgue você.
Coloquei mais carvão na lareira e aticei o fogo. Sempre achei que Hugh tinha um grande talento para contar histórias, e aquele sentido do dramático que é tão necessário ao bom narrador. De fato, eu já tinha sugerido que ele adotasse esse talento como profissão, e que se as coisas ficassem difíceis, ele podia se sentar na fonte do Picadilly Circus e contar histórias aos passantes, à moda dos árabes, em troca de algum pagamento. Eu sei que maioria das pessoas não gosta de histórias compridas, mas para aqueles, entre os quais eu me encontro, que realmente apreciam ouvir longos relatos, Hugh era o narrador ideal. Não me interesso por suas teorias ou seus ‘símiles’, mas quando se trata de fatos, coisas que realmente aconteceram, eu gosto que ele se estenda.
— Prossiga, por favor, e devagar — pedi — A brevidade pode ser a alma da sagacidade, mas também é a ruína do contador de histórias. Gostaria de ouvir quando e como foi tudo, até o que você almoçou, até o que comeu no jantar.
Hugh começou a contar.
— Foi em 24 de Junho, apenas dezoito meses atrás. Eu tinha acabado de sair do meu apartamento, como deve se lembrar, e vim do interior para passar uma semana com você. Nós jantamos aqui e o quê…
Eu não consegui evitar interromper
— Você viu o fantasma aqui?— perguntei — Nesta casinha quadrada numa rua nova?
— Eu estava aqui quando o vi.
Me encolhi em silêncio.
— Tínhamos jantado aqui na rua Graeme— ele prosseguiu — e depois do jantar eu fui para uma festa, e você ficou em casa. Durante o jantar, seu criado não estava aqui, e quando lhe perguntei onde ele estava, você me disse que ele estava doente. Me pareceu abrupto o jeito que você mudou de assunto.
“Você me deu a chave de casa quando saí e, ao voltar, vi que já tinha ido dormir. Havia, no entanto, várias cartas endereçadas a mim, que precisavam ser respondidas. Eu as respondi imediatamente, e as postei na caixa de correio do outro lado da rua. Então, imagino que já era bem tarde quando subi para o meu quarto.
“Eu estava acomodado no quarto da frente, no terceiro andar, que dá para a rua; um quarto que você mesmo costuma ocupar. Fazia muito calor naquela noite. Havia lua quando saí para a festa, mas quando voltei o céu estava coberto de nuvens, e parecia que ia cair uma tempestade antes de amanhecer. Eu estava cansado e com muito sono, e só quando me deitei fui perceber, pela sombra da cortina, que só uma das janelas estava aberta. Mas não quis sair da cama para abrir a outra e, ainda que o ar estivesse abafado e desconfortável, dormi.
“Não sei a que horas acordei, mas com certeza ainda não tinha amanhecido. Não me lembro de ter sentido nunca uma quietude tão grande quanto senti naquele momento. Não havia um som sequer, nem de pedestres, nem de tráfego. A música da vida parecia absolutamente muda. Mas eu já não me sentia cansado nem sonolento, pelo contrário, ainda que tivesse dormido no máximo uma ou duas horas, pois ainda não tinha nem amanhecido, eu me sentia perfeitamente descansado e alerta e o esforço que eu não quis fazer antes, de sair da cama e fechar a outra janela, agora me parecia uma besteira. Abri a cortina, escancarei a janela e me debrucei no parapeito, pois me sentia sem ar e minha boca estava seca. Mas mesmo do lado de fora, o ar estava pesado e ainda que eu não seja, como você sabe, propenso a sofrer da influência do clima, senti um mal-estar tomar conta de mim. Tentei racionalizar aquilo, mas sem sucesso. Meu dia tinha sido agradável e eu esperava que o dia seguinte também fosse, mas ainda assim sentia uma apreensão que não conseguia explicar. Também me senti terrivelmente solitário em meio aquela calmaria da madrugada.
“Então, de repente, ouvi o ruído não muito distante de um veículo se aproximando; pude distinguir o passo de dois cavalos trotando lentamente. Ainda que não pudesse vê-los, eles vinham rua acima, e mesmo essa indicação da existência de vida lá fora não acalmava aquela terrível sensação de solidão que já lhe descrevi. De uma maneira difusa e inexplicável, o som que se aproximava parecia ter alguma relação com a minha perturbação.
“Então o veículo entrou em meu campo de visão. Não consegui distinguir imediatamente o que vi. Percebi que os cavalos eram negros e tinham caudas muito longas e que o objeto que puxavam era feito de vidro, mas tinha uma estrutura negra. Era um carro fúnebre. Vazio.
“Ele encostou para o lado da rua e parou na sua porta.
“Foi aí que a explicação mais óbvia me ocorreu. Durante o jantar você dissera que seu criado estava doente, e pareceu não querer discutir mais detalhes sobre o que seria. Com certeza, imaginei, ele tinha morrido, e por alguma razão, talvez por não querer que eu soubesse, você tivesse pedido que buscassem o corpo no meio da noite. Devo dizer que isso passou-me pela cabeça instantaneamente, e não me ocorreu o quão improvável era a ideia até o que aconteceu depois.
“Eu ainda estava debruçado na janela, e lembro de ter pensado, apenas por um momento, que era muito estranho que eu visse coisas, ou melhor dizendo, que visse aquela coisa em particular, tão distintamente. Claro que havia uma lua atrás das nuvens, mas era curioso como cada detalhe do carro fúnebre e dos carros era claramente visível. Só havia um homem nele, o condutor e a rua estava absolutamente vazia. Eu olhei para ele. Podia ver cada detalhe de suas roupas, mas de onde eu olhava, lá no alto, não podia ver seu rosto. Ele usava calças cinzas, botas marrons, um casaco preto abotoado até em cima, e um chapéu de palha. Sobre o ombro levava uma alça que parecia ser de uma pequena bolsa. Ele parecia exatamente com — bem diga-me, — pela minha descrição, com o quê ele parecia?”
— Um condutor de diligência— respondi sem pestanejar.
— Foi o que eu pensei também, e enquanto pensava nisso, ele olhou para mim. Tinha um rosto comprido, e no lado esquerdo da face uma verruga na qual cresciam uns pelos pretos. Mas — e foi tudo tão mais rápido do posso descrever — não tive tempo de imaginar a razão pela qual um condutor de carro fúnebre estava vestido de maneira tão não-fúnebre.
“Ele tocou a aba de seu chapéu à maneira de um cumprimento e apontou com o polegar por sobre o ombro.
“Tem lugar para mais um, senhor.” ele disse
“Havia algo tão odioso, tão grosseiro e insensível nele que eu imediatamente me afastei do parapeito e fechei a cortina e então, sem saber porque, acendi a luz para ver que horas eram. Os ponteiros do meu relógio indicavam onze e meia.
“Pela primeira vez, creio, minha mente duvidou da natureza daquilo que eu tinha diante dos olhos. Apaguei a luz de novo, voltei para a cama e me pus a pensar. Nós jantamos, depois eu fui à uma festa, voltei para casa, escrevi as cartas, fui para a cama e dormi. Como era possível que ainda fosse onze e meia?…Ou — qual onze e meia seria essa? De que dia?
“Outra explicação mais simples me ocorreu; meu relógio devia ter parado. Mas não era isso; eu podia ouvir o tique-taque.
“Houve quietude e silêncio de novo. Eu antecipava ouvir passos abafados na escada a qualquer momento, os passos pequenos e vagarosos de alguém que carrega um fardo pesado, mas de dentro de casa não veio som algum. Lá fora reinava o mesmo silêncio lúgubre. A carruagem fúnebre seguia esperando à porta. Os minutos passavam, e eu comecei a perceber uma diferença na luz do cômodo, e vi que estava prestes a amanhecer. Mas como era possível, se o cadáver que tinha que ser removido noite e ainda não tinha sido retirado, e a carruagem fúnebre ainda estava esperando, como podia estar amanhecendo?
“Levantei da cama novamente, me sentindo enfraquecido, voltei à janela e abri as cortinas. Amanhecia rápido, e a rua estava banhada naquela luz sem cor da manhã. Não havia mais carruagem nenhuma.
“Olhei para o meu relógio de novo. Eram quatro e quinze. Mas eu podia jurar que nem meia hora tinha se passado desde que eu vira onze e meia.
“Fui tomado por uma curiosa sensação de duplicidade, como se estivesse vivendo no presente e simultaneamente em outro tempo. Era a manhã do dia 25 de Junho e a rua, naturalmente, estava deserta. Mas apenas um momento antes o condutor da diligência tinha falado comigo, e naquele momento eram onze e meia. O que era aquele homem, a qual plano ele pertencia? E, perguntei-me mais uma vez, qual onze e meia de que dia eu tinha eu visto marcar o meu relógio?
“Tentei me convencer de que tudo tinha sido um sonho. Mas se você me perguntar se eu acreditava naquilo que dizia a mim mesmo, eu tenho de confessar que não.
“Seu criado não apareceu durante o café da manhã, e eu não o vi antes de ir embora naquela tarde. Talvez se tivesse visto, eu teria contado tudo isso para você mas, compreenda, era possível que eu tivesse visto uma carruagem de verdade, com um condutor de verdade, apesar da sinistra alegria de seu rosto e a leviandade daquele dedo apontando para a carruagem fúnebre. Eu podia ter simplesmente caído no sono depois de vê-lo, e assim não ter visto o corpo ser removido nem a partida da carruagem. Então não contei nada.”
Havia algo maravilhosamente honesto e prosaico em tudo aquilo, nada de casas em estilo jacobino decoradas com painéis de carvalho e cercadas de pinheiros tristonhos, A mera ausência dessa ambientação apropriada tornava a história mais impressionante. No entanto, por um momento a dúvida me atentou.
— Não diga que foi tudo um sonho?— perguntei
— Não sei se foi ou se não foi. Só posso dizer que acredito que estava bem acordado. De qualquer forma o restante da história é…estranho.
“Eu deixei a cidade naquela tarde— ele prosseguiu —e posso dizer que não consegui me desvencilhar do assombro daquilo que tinha visto, ou com que tinha sonhado, naquela noite por um momento sequer. Aquilo ficou comigo, presente como uma visão incompleta. Era como se o ponteiro dos minutos de um relógio tivesse marcado quarenta e cinco e eu continuasse esperando para saber o que o ponteiro das horas marcaria.
“Exatamente um mês depois, eu estava de volta a Londres, mas daquela vez só por um dia. Cheguei na estação Victoria por volta das onze e peguei o metrô para Sloane Square para ver se você estava na cidade e se poderíamos almoçar juntos. Estava um forno naquela manhã, então resolvi pegar uma diligência de King’s Road até a rua Graeme. Quando saí da estação, só havia uma parada na esquina, e vi vi que o andar cima estava lotado, e o de baixo parecia estar também. Quando me aproximei, o condutor, que, que imagino, estava dentro da diligência, coletando o pagamento das passagens, apareceu a alguns passos de mim. Ele vestia calças cinzas, botas marrons, um casaco preto abotoado até em cima e um chapéu de palha; e trazia pendurada no ombro uma maquininha de furar bilhetes. Eu vi o seu rosto também; era o rosto do condutor do carro fúnebre, com uma verruga na bochecha esquerda. Então, ele falou comigo, apontando com o polegar por sobre o ombro.
“Tem lugar para mais um, senhor.” disse ele
“Fui tomado pelo pânico, e só sei que comecei a gesticular feito um louco, gritando “Não, não!” Naquele momento eu não estava vivendo o momento presente, mas revivendo aquela hora que eu tinha passado um mês antes, quando olhei pela janela do seu quarto antes do amanhecer. Naquele momento, eu soube que os dois buracos pelo quais se pode ver o outro lado tinham se alinhado para mim. E o que eu tinha visto através deles tinha algum significado, que agora se cumpria, algo além do significado dos eventos triviais do hoje e do amanhã. Os Poderes sobre os quais sabemos tão pouco trabalhavam de maneira visível bem na minha frente. E lá estava eu, de pé na calçada, tremendo.
“Eu estava do outro lado da rua do correio da esquina, e assim que a diligência se moveu, meus olhos bateram no relógio da janela. Não preciso lhe dizer que hora ele marcava.
“Talvez eu nem sequer precise contar o resto, pois você provavelmente pode imaginar, afinal não deve ter esquecido o que aconteceu na esquina da rua Sloane no fim de Julho, no penúltimo Verão. A diligência precisou sair da sua faixa para dar a volta em uma carruagem que estava parada no caminho. Um veículo motorizado vinha descendo a King’s Road em altíssima velocidade. Ele bateu com toda a força contra diligência e a partiu no meio como um machado parte um pedaço de madeira.”
Ele fez uma pausa.

—E essa é minha história.—disse.

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