A Tempestade-Sarah Elizabeth Utterson

Imagem de capa: Scott Kelley

“The Storm” foi publicada pela primeira vez na coletânea “Tales of the Dead” (“Contos dos mortos”) em 1813. “Tales of the Dead” foi uma adaptação da coletânea “Fantasmagoriana”, uma antologia francesa de contos de fantasma alemães. Sarah Elizabeth Utterson selecionou e traduziu os contos de “Fantasmagoriana” do francês para o inglês (com o título de “Tales of the Dead”) anonimamente. Ela também acrescentou “The Storm” (“A tempestade”), conto de sua própria autoria, à seleção. “A tempestade” é um conto baseado em uma história que Sarah Elizabeth Utterson teria ouvido de uma amiga, que lhe apresentou o relato como absolutamente verídico.

——”Das formas que caminham

Na calada da noite tilintando suas correntes, que seguram
a tocha do inferno ao redor da cama do assassino. “
Prazeres da imaginação.

Na noite de 12 de junho de 17**, uma alegre assembleia se reuniu no château de Monsieur de Montbrun para celebrar o casamento de seu sobrinho que, na manhã daquele dia, levou ao altar aquela que por muito tempo tinha sido a destinatária de suas carinhosas afeições. A mansão, que nessa ocasião foi palco de alegria, estava situada na província da Gasconha, não muito longe da cidade de  __________.

Era um edifício venerável, erguido durante a Guerra da Liga de Cambrai*, e por essa razão havia em seu interior alguns vestígios da arquitetura daquela época, que buscava aliar a força e a solidez com o conforto doméstico. Vivendo em um local romântico, mas pouco povoado, a família de Monsieur de Montbrun foi obrigada a contar principalmente consigo mesma para se divertir e socializar. A família consistia do chevalier, um velho soldado de maneiras bruscas mas hospitaleiras; o noivo, um sobrinho que ele adotara como filho (visto que não tinha herdeiros homens) e Mademoiselle Emily, sua única filha. Esta última era amável, franca e generosa; calorosa em seus apegos, mas bastante caprichosa em formá-los. Praticantes de esportes e ocupações rurais, e particularmente interessados em botânica, para a qual as terras ao redor proporcionavam um campo de estudo inesgotável, o chevalier e sua família não haviam cultivado muito da intimidade das poucas famílias que o desgosto pelo mundo ou outros motivos haviam plantado naquele isolado local. Visitas ocasionais trocadas com os vizinhos mais próximos às vezes animavam seu pequeno círculo; no entanto, quase não conheciam nem de nome os vizinhos mais distantes.

Conforme se aproximava a data do casamento de Theodore (esse era o nome do filho adotivo de Monsieur de Montbrun) criou-se um certo burburinho nos distritos adjacentes. Emily decidiu que o casamento do primo não deveria passar sem as festividades que o status da família e a alegria do evento exigiam. Portanto, foram enviados convites a todos os nobres vizinhos dentro de uma distância considerável. Ninguém foi negligenciado, nem os de menor renome, na distribuição de convites por todos os lados. Consequentemente, estavam presentes muitas pessoas cuja identidade e caráter o anfitrião e sua família desconheciam. Não sabiam sequer o nome de alguns dos que aceitaram o convite.

Emily foi atenciosa e gentil com todos; mas durante a celebração, se apegou com a mais diligente consideração a uma dama em especial. Madame de Nunez, o objeto imediato dos cuidados de Emily, tinha se estabelecido recentemente na vizinhança e até então se esforçara para evitar o convívio social. Dizia-se que era viúva de um oficial espanhol da Guardia Valona**, a quem ela amava afetuosamente. O amava tanto, na verdade, que, apesar de ele ter morrido já havia vários anos, a senhora nunca era vista sem seus vestidos de luto. Ela havia se estabelecido recentemente na Gasconha mas seus motivos para deixar a Espanha e fixar-se no lado francês dos Pireneus não eram conhecidos, e apenas conjecturados. Isabella de Nunez tinha cerca de vinte e oito anos, era alta e bem feita: seu semblante era notável, até belo. Inclusive. Porém, um bom fisionomista teria descoberto em seus traços evidências das paixões mais intensas da natureza humana, teria visto o orgulho suavizado pela angústia; e teria imaginado, quiçá, que os efeitos de algum crime oculto ainda eram evidentes em sua testa franzida e em seu olhar que se furtava quando ela se via observada com um escrutínio mais acentuado.

Ela nunca tinha entrado antes no château de Montbrun, e sua pessoa tinha passado despercebida até então por Emily. Mas agora que a conhecera, a jovem se dedicava com ardor à sua nova amiga. A dama recebeu as atenções de sua amável anfitriã com grata mas digna reserva.

A manhã fora extremamente abafada e uma sensação opressora no ar, que desordenava a respiração, lançava, ao fim do dia, uma atmosfera lúgubre sobre os convidados, muito pouco adequada à ocasião do encontro. Madame de Nunez parecia sentir os efeitos da atmosfera sombria mais do que qualquer outra pessoas: suas ocasionais faíscas de alegria gradualmente desapareciam; e antes de o dia chegar ao fim, ela parecia, em certos momentos, completamente abstraída, e em outros, assustada, presa de uma apreensão sem causa. Para desviar ou dissipar essa inquietação crescente, que ameaçava destruir todo o prazer da festa, foi proposto um baile; e os sons estimulantes da música logo dissiparam a momentânea escuridão. A dança, entretanto, não continuou por muito tempo, antes que a tempestade esperada explodisse em toda sua fúria sobre o château. O trovão, com seu rugido contínuo reverberava pelas montanhas adjacentes, causando alarme entre os elegantes convidados; parecia que as torrentes de chuva que caíam enchiam as águas do vizinho rio Garonne, enquanto os relâmpagos, refletidos em suas ondas largas, conferiam um horror mais profundo à escuridão absoluta que se sucedeu. A tempestade continuava, gradualmente transformando em pavor as apreensões das damas. Elas se refugiaram do brilho intenso dos relâmpagos sob abóbadas em arco e dentro das longas passagens subterrâneas que se ramificavam sob o château; mas não puderam poupar seus ouvidos dos repetidos trovões que ameaçavam sacudir o edifício até as fundações. Nessa cena generalizada de apavoramento, só Isabella parecia não estar afetada. A contemplação e a tensão que antes pareciam atormentar sua mente, agora haviam desaparecido, dando lugar a um ar de resignação que quase poderia ser visto como beirando a apatia. Enquanto as jovens senhoras foram facilmente vencidas pelo crescente medo da tempestade, e davam testemunho de seu pavor excitado por seguidos gritos e exclamações, ela não mostrava nenhum sintoma visível de apreensão em seu rosto, agora impassível. A agitação cedeu ao silêncio: ela se sentou ostensivamente plácida; mas sua aparente desatenção não era, evidentemente, o efeito da tranquilidade, mas o resultado de um esforço calculado.

A meia-noite se aproximava e a tempestade, em vez de amainar, só aumentava em violência. O hospitaleiro dono da mansão, então, propôs aos seus hóspedes que abandonassem a ideia de regressar a suas casas em meio às torrentes de chuva que já inundavam os campos e tornavam as estradas intransitáveis nas redondezas. Sugeriu que que se acomodassem com o mínimo de dificuldade possível, ao único plano possível: passar ali o resto daquela noite sombria. Embora sua mansão não fosse grande, ele tratou de deixar o grupo tão confortável quanto seus meios permitiam, com a ajuda de sofás temporários e pedindo às damas a compreensão de dormir duas em cada cômodo, o que seria, em todo caso, mais agradável do que enfrentar a tempestade.

O plano era muito razoável, ainda mais porque as carruagens que deveriam conduzir os convidados de volta às suas respectivas residências ainda não tinham chegado. E pelo estado das estradas e a insistência da tempestade impiedosa, parecia inútil esperá-las.

O grupo, portanto, concordou sem pesar com o arranjo oferecido, exceto por uma voz dissidente. A bela espanhola recusou terminantemente o alojamento oferecido. Em vão, argumentos foram apresentados para detê-la, mas ela insistia resolutamente em voltar para casa. E teria enfrentado a tempestade sozinha e no escuro, senão por um obstáculo aparentemente invencível, imperioso demais até para a sua resolução: sua carruagem e seus criados não haviam chegado. Julgando pelo estado dos criados de Monsieur de Montbrun que tinham sido mandados para examinar o estado das estradas vizinhas, estava perfeitamente claro que não seria possível chegar à parte do distrito onde ela residia por algumas horas. Madame de Nunez, portanto, por fim cedeu à necessidade; embora a obstinação de sua resistência já tivesse causado muita surpresa e suscitado inúmeros rumores.

Os arranjos entre as respectivas partes logo foram feitos, e maioria das senhoras retirou-se alegremente para descansar dos exaustivos acontecimentos do dia. Emily, que não tinha relaxado em sua atenção para com sua interessante amiga, tentou, carinhosamente, convencê-la a compartilhar seu próprio quarto, onde um sofá havia sido preparado, no qual ela própria insistiu em dormir, deixando a cama para madame de Nunez. Esta, porém, novamente se opôs vigorosamente a este plano, afirmando que preferiria passar a noite toda em uma das salas de estar, sem nenhuma companhia além de um livro. Ela parecia obstinada em sua decisão, até que Emily, delicada mas resolutamente, declarou que, se era essa a intenção de sua nova amiga, então ela iria se juntar a ela no salão, e passar o tempo conversando até o dia raiar, ou até que os criados de Madame chegassem. Essa proposição, ou melhor, decisão, foi recebida pela teimosa Isabella com um ar de visível pesar e decepção, não muito polido. Ela expressou sua relutância em incomodar Mademoiselle com alguma irritação que, no entanto, logo deu lugar à sua costumeira gentileza.

Agora, ela parecia ansiosa para ir logo para o quarto. Como o resto do grupo já tinha se retirado havia algum tempo, ela foi escoltada pela sempre prestimosa Emily. Assim que chegaram à câmara, Isabella afundou-se em uma poltrona, e depois de lutar por algum tempo com uma evidente emoção que não a deixava falar, finalmente exclamou:

—Por quê, querida Emily, insistiu em compartilhar comigo os horrores desta noite? Para mim, a punição é merecida, mas para você…

—O que está dizendo, minha querida senhora? —respondeu Emily, afetuosamente —Os terrores da noite acabaram, o trovão parece se retrair e os relâmpagos são menos vívidos; e veja no oeste—acrescentou, enquanto se dirigia à janela—ainda há alguns vestígios do crepúsculo de verão . Não permita, então, que a apreensão da tempestade que passou sobre nós perturbe o repouso que, espero, em breve desfrutará.

—Repouso!— exclamou Madame de Nunez, com a voz quase sufocada em sua agitação—Não sabe, então, que no aniversário desta noite horrível… Ah, mas o que estou dizendo! Para você, neste momento, tudo isso é mistério; também em breve seus próprios sentimentos adicionarão convicção à terrível experiência que seis anos me proporcionaram e que, mesmo agora, só de pensar, atormenta minha alma. Mas, não mais …

Então, lançou-se repentinamente em direção à porta, que até então estava aberta, e a fechou com violência; e ao trancá-la, tirou a chave, que colocou em seu próprio bolso. Emily mal teve tempo de expressar sua surpresa com esta ação e a aparente distração que a acompanhou, antes que Madame de Nunez agarrasse suas mãos com uma força que não era feminina, e com voz enlouquecida e olhos vazios, exclamasse:

—Testemunhem, ó poderes do terror! Que eu não impus esta cena terrível à mulher cujo juramento deve agora garantir seu silêncio.

Então, olhando fixamente para Mademoiselle de Montbrun, continuou:

—Por quê, menina tola, insistiu que eu compartilhasse de sua cama? A víbora pode aninhar-se em seu seio; e o assassino da meia-noite pode apontar a adaga contra seu peito, mas o veneno de um teria sido menos fatal, e a expectativa da aniquilação instantânea do outro teria sido menos opressiva do que a cena angustiante que está condenada a testemunhar esta noite. Condenada, eu digo; pois todos os poderes do inferno, cujas orgias você está fadada a contemplar, não podem libertá-la do espetáculo que voluntariamente procurou.

—Estou condenada a … o quê? —exclamou Emily, cujo preocupação consigo mesma era menor que o temor que sentia pelo sanidade da amiga, que ela supôs ter sido afetada repentinamente por uma doença ou pelos incidentes do dia.

Isabella, após um silêncio de vários minutos, durante o qual se esforçou por recuperar algum grau de compostura, numa voz suave mas determinada, respondeu:

—Não pense, minha amiga, se é que posso usar essa expressão carinhosa para alguém cujas jovens perspectivas de dias felizes estou relutantemente condenado a destruição, que essa confusão seja responsável pelo desespero que, a minha revelia, você acaba de testemunhar. Infelizmente, por maior que seja meu desgosto, e por mais que meu crime me oprima, minha razão ainda preservou seu trono. Buscar o esquecimento na loucura, enterrar a lembrança de meu erro fatal em uma perturbação temporária, quase digo, seria uma felicidade para mim. Mas a sorte me proibiu tal alívio, e nenhuma precaução pode me proteger de meu destino iminente, que nenhum arrependimento pode evitar.

—Não,— disse Emily —sua autocondenação faz parecer terrível a falta a que alude, mas pode encontrar consolo na fé, que apaga crimes muito mais profundos do que qualquer um dos quais a senhora possa possivelmente se acusar.

—Ah! Não!— respondeu a bela espanhola.—A fé, é verdade, estende sua mão benigna e recebe o pecador errante, oferece um lar o estrangeiro, acolhe em seu seio o criminoso arrependido, mesmo que suas mãos estejam manchadas de sangue… mas para pecados como o meu, que penitência poderia expiá-lo? Estamos perdendo tempo. A meia-noite se aproxima e antes que o relógio da torre anuncie o momento atroz, ainda há muito a fazer.

Assim dizendo, ela foi para o oratório adjacente, encontrou um crucifixo de marfim no pequeno altar no qual Emily fazia suas orações diárias, e voltou com ele em sua mão. Novamente agarrando com força a mão de sua anfitriã, que agora estava realmente apavorada, exclamou em uma voz vazia, mas determinada:

—Jure, jure que nem por todo o seu medo do inferno, nem por todo o seu anseio pelo céu, que não ficará tentada a revelar o que quer que venha a testemunhar nesta noite memorável até que eu esteja condenada ao silêncio da tumba. Jure!

Emily hesitou por um momento em adotar um juramento imposto em circunstâncias de tão extraordinária natureza: mas enquanto ela debatia consigo mesma, Madame de Nunez, agarrando sua mão com mais violência, exclamou, com voz áspera de agonia:

—Jure ou vai se arrepender! Jure!

Emily teve a sensação de ter ouvido um eco vindo do oratório. Quase desmaiando de pavor, ela repetiu debilmente o juramento solene que a mulher frenética, cujo caráter parecia tão completamente mudado, lhe ditava.

Assim que ela, solenemente, jurou silêncio, a aflição de madame de Nunez pareceu diminuir. Ela devolveu o crucifixo ao altar e, ajoelhando-se diante da cadeira na qual Emily, quase desfalecida, estava sentada, exclamou debilmente:

—Perdoe-me, querida Emily, pela loucura de minha conduta. A necessidade me exigiu que lhe fizesse isso; e o destino inexorável é responsável por isso, não sua infeliz amiga. Durante seis longos anos, guardei em meu peito as atrocidades que esta noite devemos testemunhar juntas. No aniversário deste dia…Ainda não ouso revelar o terrível acontecimento; daqui a algumas horas talvez eu consiga recuperar a compostura para contar: mas lembre-se de seu juramento. Enquanto eu viver, o segredo ficará enterrado em seu peito. Deve ter notado minha falta de vontade de permanecer em sua casa; não pode ter deixado de perceber minha aversão em dividir seu quarto…muito em breve terá a terrível explicação do porquê. Não fique zangada comigo. Tenho que me esforçar para esconder as circunstâncias que atormentam minha alma. Ainda preciso preservar o respeito da sociedade, embora tenha perdido para sempre o meu próprio… daí o juramento que lhe impus. Mas…

A conversa foi interrompida pelo som do relógio da torre, que soava meia-noite. Mal tinham terminado as badaladas quando o lento rolar de uma carruagem ecoou no pátio pavimentado. Madame de Nunez se assustou, levantou de onde estava, aos pés de Emily e correu para a porta trancada. Emily ouviu passos pesados subindo a escada de carvalho. Antes que pudesse sequer lembrar em qual aposento se encontrava, de tão desnorteada, percebeu que a porta, apesar de fechada, começou a mover-se lentamente nas dobradiças. No minuto seguinte, Emily caiu em estado de estupefação.

É bom que a mente humana busque abrigo na inconsciência quando assaltada por eventos chocantes demais para suportar. O espírito recua diante dos horrores que não consegue enfrentar e é forçado ao entorpecimento.

Na manhã seguinte, Madame de Nunez deixou o château de Monsieur de Montbrun, acompanhada de seus criados, que puderam vir esperar as ordens de sua senhora assim que as enchentes recuaram. Ela se despediu apressadamente do dono da mansão e, sem falar com os demais convidados, partiu.

Na hora habitual do café da manhã, Emily não apareceu. Seu pai finalmente foi bater à porta do quarto, onde, não recebendo resposta aos seus chamados, entrou. Imaginem seu horror ao descobrir a filha deitada na cama ainda vestida com as roupas do dia anterior, mas em um estado de aparente inconsciência.

Imediatamente foi chamado auxílio médico, e enfim ela começou a dar sinais de voltar à vida. Mas assim que recobrou os sentidos, olhou ao seu redor, aterrorizada, e desfaleceu novamente. Foram administradas várias beberagens até que ela foi novamente restaurada à vida; apenas para cair vítima de uma febre cerebral, que em poucos dias pôs um ponto final em sua existência. Em um curto intervalo de lucidez, na fase inicial de sua doença, confidenciou aos pai os eventos aqui relatados. Porém, conscientemente, não revelou nada daquilo que estava obrigada por juramento a esconder. A lembrança do que testemunhou naquela noite fatal levou-a ao delírio, e Emily sucumbiu, vítima do poder daquela memória.

Madame de Nunez não viveu por muito tempo depois disso. Encontrou sua morte em circunstâncias de um horror inexplicável.

Notas da tradutora:

*Guerra da Liga de Cambrai (1508-1516)- Um dos conflitos das chamadas Guerras Italianas, travadas entre os vários estados da Itália Renascentista e diversas potências europeias, devido ao crescimento econômico e político das republicas e reinos italianos, e o interesse de outros países em estabelecer uma presença política em território italiano. A Guerra da Liga de Cambrai foi um conflito travado principalmente entre a França, a República de Veneza, e os Estados Papais. A fim de deter a influência da República Veneziana no norte da Itália, o Papa Júlio II forjou uma aliança com França, Aragão e o Sacro Império Romano Germânico. No entanto, graças a diversas mudanças de interesses políticos, França, os Estados Papais e Veneza acabaram em uma ciranda de alianças e rompimentos entre si, que só terminou em 1516 com a assinatura de tratados que restabeleceram as fronteira italianas.

**Guarda Valonia (Guardia Valona)– Regimento de Infantaria do exército espanhol formado por soldados recrutados da região da Valônia na Bélgica. Foi criado em 1704, quando os “Países Baixos” (Holanda, Bélgica e Flandres) estavam sob jurisdição espanhola desde 1556. Como os membros da Guarda Valônia eram estrangeiros que não tinham, em geral, nenhum laço com a população espanhola, este regimento costumava ser empregado na manutenção da ordem pública até ser incorporado como um regimento da Guarda Real Espanhola.

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